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Da série: “Conheça Petrópolis e Apaixone-se”: Casa dos 7 Erros reabre com novo nome

A “Casa de Petrópolis-Instituto de Cultura”, antiga Casa dos 7 Erros, reabre ao público após 17 meses fechada. A construção, lindíssima, manteve as características originais e é uma das três mansões do século XIX que permanecem intactas (as outras duas são a Casa da Hera, em Vassouras, e o Palácio do Catete, atual Museu da República, no Rio de Janeiro). A exposição de reabertura reúne obras do pintor Luiz Áquila (proprietário do imóvel), Beatriz Milhazes, Daniel Senise e Antônio Dias Leite A próxima exposição será “Nas Asas da Panair”, vinda do Museu Histórico Nacional.

A Casa é um dos imóveis mais antigos da cidade. O início da construção da casa quase coincide com o início da construção da cidade de Petrópolis: o decreto que criou a cidade é de 1843 e a data de início da construção da casa é de 1879. De estilo eclético, o projeto arquitetônico original foi todo preservado na restauração. São vários estilos de época combinados entre si, formando uma linguagem arquitetônica própria.

História da Casa de Petrópolis

Hoje, é um dos principais atrativos turísticos e culturais da cidade. Ficou conhecida como “Casa dos 7 erros” porque sua fachada possui dois lados assimétricos quando olhada de frente.

Legenda: Painel interno da Casa de Petrópolis Foto: Bruno Soares, projeto Novos Olhares

Foi idealizada para misturar o estilo europeu com as modernidades que começavam a surgir no final do século XIX. Seu estilo tem como inspiração a vida europeia. Foi construída à mão por imigrantes europeus, durante cinco anos. Inaugurada em 1884, foi o primeiro imóvel da cidade a receber luz elétrica. Na visita, é possível ver o primeiro relógio de torre trazido para a cidade, que se mantém intacto e marcando as horas com precisão.

Os painéis e tetos pintados à mão são um espetáculo de beleza à parte. Obras do pintor austríaco Carl Schäfer, com exceção da sala Fumoir, pintada pelo artista italiano Gustavo Dll’Ára. As pinturas de teto trazem cenas dos Alpes Suíços, África, Índia, antiga Palestina, Egito e África, lugares visitados pelo primeiro proprietário da casa, José Tavares Guerra, que passou anos na Europa estudando e idealizou a residência. O imóvel foi usado como moradia até 1982. Depois, foi palco de vários projetos privados, fechando em 2019 para obras de urgência e reestruturação.

Jogo dos 7 Erros

Além dos famosos 7 supostos erros da fachada, que atrai crianças e adultos para um verdadeiro jogo dos 7 erros ao vivo e a cores, a Casa sempre despertou curiosidades, pois também tem fama de ser mal assombrada. Uma das lendas urbanas diz que uma mulher de branco passeia à noite pelos cômodos da casa, quando a luz já está apagada, com uma vela à mão, podendo ser vista do lado externo da casa.

Seja pela riqueza arquitetônica, pela programação cultural, pelas curiosidades ou pela história, não há como duvidar que a Casa de Petrópolis é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.

Além de seu interior, a casa possui um lindo jardim externo, onde está instalado o Restaurante Bordeaux: um típico restaurante petropolitano para degustar uma refeição e tomar uma bebida enquanto aprecia o silêncio e o verde exuberante do entorno.

Endereço e Informações

A casa está localizada na Avenida Ipiranga, 716, no centro da cidade. A abertura trouxe a exposição Agora, de arte contemporânea, e um concerto de música clássica. Os eventos culturais prometem ser mantidos no decorrer da programação cultural da casa. Para conferir a agenda, entre em contato pelo e-mail pelo e-mail culturacasadepetropolis@gmail.com ou pelo WhatsApp: (24) 99318-6716. Os ingressos variam entre R$ 15 e R$ 30. A casa funciona quarta a domingo, de 10h às 16h, e às terças para grupos agendados.

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